Vai comer ou quer que embrulhe?




É comum que uma boa parte dos pesquisadores da área de saúde e alimentos e também da mídia sensacionalista, exagerem e pensem que descobriram a América ao transmitir uma “novidade”. Eles não percebem que a cada descoberta estão vendo só uma ínfima parte do todo, do Universo, do Infinito.

Além de quererem a verdade absoluta a todo custo e se auto intitularem donos da verdade, eles não aceitam o mistério e o milagre da vida.

Recentemente li o artigo em que um médico fala mal de alguns alimentos e faz apologia do “abaixo o Ômega 6, a soja, o milho...” São excelentes alimentos que vão cair no limbo?

Que tal o equilíbrio? Que tal ver o que a terra oferece? Que tal consumir o que é da época, da região, da cultura local? Que tal dedicar algum tempo para preparar seu alimento e comer mais fresco e mais natural?

Há mais de 20 anos temos informações de que amidos refinados, especialmente o açúcar branco, são altamente prejudiciais à saúde. No entanto esses alimentos são perfeitamente autorizados e largamente consumidos na forma de refrigerantes e na indústria de panificação só para citar dois exemplos amplos e clássicos.

É melhor respeitar todos os alimentos na forma como eles existem e entender que o natural faz bem, e o industrializado, na maioria das vezes, traz consequências ruins, muitas ainda desconhecidas e nem sempre desejáveis. Certamente que toda regra tem exceções, e podemos lançar mão de produtos industrializados e processados; mas com moderação, de modo que seja sempre uma pequena parte da nossa alimentação.

Vai comer agora ou vai levar pra casa?

A maioria dos aditivos químicos introduzidos no processo de produção de alimentos, do cultivo à embalagem, acaba "contaminando" os alimentos e tudo isso vai para o nosso corpo sejamos jovens, bebê, idoso, atleta, doente ou não. E o nosso organismo aceita silenciosamente tudo e humildemente processa e acumula essas substâncias. Por isso às vezes temos dores, indisposições e sintomas que não se sabe de onde vêm.

Existem diferenças importantes nos processamentos como a prensa a frio para extrair o azeite X as prensas agressivas da soja e milho por exemplo. Experimente germinar grãos de soja ou milho e consumi-los crus, na forma de uma salada, ou levemente aquecidos, bem temperados e feitos com alegria. Certamente farão muito bem!

Cadê o "malvado" do ômega 6? Parece até que estão travando guerras contra os alimentos, imprimindo-lhes infantilmente uma personalidade boa ou má, com se fossem personagens animados.  

Os alimentos não fazem mal algum, é a forma desequilibrada que os consumimos, e o processamento a que são submetidos para durar mais tempo em prateleiras, para estarem prontos para o consumo por horas, dias, meses e até mais de um ano antes do consumo. E nós interpretamos isso como uma grande vantagem. E seria se fosse para lançar mão em casos de emergências, catástrofes, etc.. Não para se criar uma criança, não para consumir exclusiva e diariamente.

É incrível como médicos e pesquisadores são treinados para serem seguros e ditarem as regras, enquanto ficamos esperando baterem o martelo para depois sairmos como marionetes repetindo as novas descobertas.
Preciso confessar que até pouco tempo me incluía nisso. Agora não me iludo mais com essas notícias sensacionalistas e sem reflexão, mesmo que venha de um grande laboratório ou de uma grande universidade. Afinal os laboratórios e universidades são feitos de pessoas, homens e mulheres, que tem crenças, ego, medos, vaidades e limitações.

Ah, esse papo de inflamação é real... consumo inadequado de alimentos, processos inadequados, excessos raivas, tristezas, ausência de pausas no dia a dia, tudo isso irrita e incomoda e prejudica nosso delicado, perfeito e divino organismo. Inclusive os pensamentos.


COMPARTILHAR

Author:

Anterior
Proxima